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# FUNK É CULTURA .DOC [PILOTO]

Atualizado: 27 de Dez de 2020



É comum a gente ver as pessoas dizendo que funk não é cultura, que funkeiro é burro, ignorante, bandido e mais um monte de coisa que se for colocar no papel, não cabe. Procure o termo “baile funk” no google e os resultados sempre os mesmo: “jovens mortos, operação policial, morte, violência, recheados de drogas, tráfico de drogas…”, são poucas as referências positivas.


Atualmente eu mesmo, produtor de vídeo clipe de funk, me deparei com o questionamento: “mas você não trabalha com bandido?”

Se a gente for ver no tempo, outros gêneros musicais da cultura negra também foram criminalizados no passado, como o samba, o blues e o rap nos EUA, dentre outras “manifestações populares” produzidas pelas periferias de todo o mundo. Kuduru, Cupé Decalé (...). Todas as manifestações culturais negras e das favelas que a cada dia tem ganhado mais espaço nos mercados fonográficos e audiovisual.


Todas estas músicas se iniciam de uma “crítica social”, no cerne de cada letra, de cada corporeidade, existe um contexto que deve ser pensado, questionado e que já o é, pois


o funk por si só já é uma “afronta” a toda a sociedade que o vê como “lixo, marginal e perigoso”.

Mas o funk segue, sem ser domesticado, e acredito que isso seja o mais bonito dele. Mas ele não segue sem passar alheio a tudo. A cada dia que passa vemos funkeiros, jovens artistas de favela, dedicando seu tempo não só a produção e divulgação de suas músicas, mas se envolvendo com todos os tipos de arte, a literatura, o cinema, o teatro. Enfim, funk é cultura!


Está em andamento no Senado desde 2019 a PLC 81/2018, aprovada pela Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei que regulariza em todo o território nacional o Funk como “Manifestação Cultural Popular Brasileira digna de proteção e cuidado do Poder Público”. Claro que este projeto não está sendo visto com bons olhos, pois o funk ainda sim é visto como coisa de bandido e que envolve o tráfico de drogas. A lei prevê que os artistas, trabalhadores do funk, sejam reconhecidos e respeitados pelos seus direitos, vendo o funk como uma livre manifestação cultural.


Dentre os diversos pontos de justificativa deste projeto, que irá beneficiar o funk de uma maneira geral, destaco aqui a democratização da produção e da veiculação musical do funk. Atualmente o mercado da produção e veiculação musical do funk está altamente monopolizado, nas mãos de poucos produtores que geralmente detêm o monopólio por questões de acesso e privilégio financeiro.


Este monopólio deixa completamente de lado as produções independentes, os jovens artistas que estão iniciando seus trabalhos. Não valorizam o novo, não abrem as portas, a não ser para aqueles que podem de alguma forma dar algum retorno financeiro.

Este monopólio acaba criando uma ilusão de que este mundo é fechado dentro dos seguidores do Instagram, dos views do Youtube, da fama e outros elementos que são muito mais relacionados ao nosso mundo capitalista e consumista, do que necessariamente às necessidades reais de cada um destes jovens. Mas isso não é um julgamento! Acredito que cada vez mais jovens artistas trabalhadores do funk vem se apoiando nas lutas anti racistas, anti machistas, se aliando na luta pela diversidade cultural. Mesmo com esta pressão mercadológica, o FUNK NÃO FOI DOMESTICADO. ainda existem milhares de jovens moradores de favelas, periferias e comunidades urbanas que estão de forma completamente independente produzindo os seus trabalhos. O funk resiste, literalmente, até mesmo ao seu duro mercado.


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