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Fotografia e Poder uma Reflexão




Não tenha dúvidas, o que faz uma boa imagem e um bom vídeo é a “fotografia”. Fotografia em seu sentido mais amplo. A palavra fotografia significa: “escrever com a luz…” Foto em grego, significa luz. Portanto, a fotografia, pensada como uma obra de arte, é uma pintura que fazemos da realidade, com a luz e seu contraste. Luz e sombras que unidos em harmonia e encaixados de forma muito bem pensada no “quadro” formam uma imagem.


A fotografia pensa detalhadamente em cada pequeno detalhe daquilo que vai entrar no “cena”, qual serão as suas distâncias, seus posicionamentos… tudo deve se comunicar, se encaixar. Mais que na cabeça de quem está fotografando, mas sim na “foto”, no quadro, na cena. E não podemos esquecer da luz novamente. É a iluminação da “cena” que vai nos dar informações sobre o “motivo” ques estamos fotografando, ela nos informa as texturas, tamanhos, formas, entornos. Precisamos explorar a iluminação para que ela nos dê as informações que queremos na hora de fotografar. E tudo faz sentido, a direção da luz, a intensidade, a sua cor.


Por isso, é preciso conhecimentos técnicos importantes na hora de utilizar a sua câmera. Existem propriedades como o balanço de branco, ISO, abertura do diafragma, velocidade do obturador que interferem diretamente no efeito estético que você quer em sua fotografia. Mas o mais importante, principalmente para os iniciantes, é seguir a intuição artística e pensar bem em como os elementos vão se encaixar dentro da sua pintura. Fotografia é tudo!


Fotografia e Poder


A fotografia foi utilizada durante muitos anos, e ainda é, como um poderoso instrumento de veiculação e criação de ideias. O século XX foi o momento em que os meios de comunicação passaram a multiplicar massivamente o uso das imagens e fotografias. A fotografia até os dias atuais serve como prova documental, ela representa a Verdade de um determinado fato. Ver uma fotografia, hoje, é quase estar no lugar, ter vivido determinada situação. Mas não podemos perder de mente que a fotografia é uma representação feita a partir do real.


O fotógrafo sempre manipula os seus motivos, por trás de qualquer grande fotografia existem diversas dimensões que nos vão fazer entender o real “motivo” daquela obra ter existido. Aspectos culturais, tanto do fotógrafo, quanto da situação fotografada; concepções estéticas do fotógrafo, se gosta de explorar sombras, ou luz p.ex.; as técnicas que estão sendo usadas… tudo isso emaranhado com os aspectos criativos e imaginários que o fotógrafo está utilizando para fotografar.


Cabe nesta nossa primeira reflexão sobre a fotografia salientar uma coisa muito importante. A Realidade Midiática é fabricada! As imagens são capazes de criar textos, narrativas, hoje em dia muito mais poderosas do que um discurso, um manifesto escrito. Vivemos em uma sociedade pautada pelas imagens. Mediada pelas imagens. A mídia com suas fotos, vídeos, animações, artes gráficas, charges (...) criam acontecimentos, contribui para a construção social da sociedade, manipular discursos, opiniões. Nós construímos muitas narrativas sociais através das imagens midiáticas.



Pensar na imagem como uma construção de significados é importante para termos cidadãos e pessoas críticas! Precisamos pensar em como “vendem” determinadas imagens, estereótipos. Será por exemplo que o mundo do funk é realmente cheio de todas estas experiências que estamos “vendo”? Será mesmo que a favela é tudo aquilo que mostram nas mídias oficiais? O que vemos no “mundo das imagens” é real, ou querem que agente acredite nisso?



A fotografia liberta! Mas ela também pode aprisionar! Por isso, precisamos pensar todos os dias em como as imagens podem ser manipuladas e construídas. Por isso, precisamos pensar em desconstruções, tomar cuidado, arrematar os detalhes para que agente construa com as nossas imagens sempre idéias e conceitos positivos. Narrativas que possam fazer agente repensar, p. ex., o lugar da favela em nossa sociedade, dos jovens negros e até mesmo do funk.



O funk na virada para o século XXI tem construído uma imagem de alto luxo, de ostentação. Embora, muitos destes elementos estão presentes nos jovens moradores de favela, será mesmo que é este o real mundo do funk? Será mesmo este o lugar de onde ele fala? Ou foi apenas uma construção? Por que, antes disso, o funk tinha aquela imagem contestadora, os mc’s como líderes culturais e sociais? Os vídeos, as representações visuais sempre apontavam para a favela? E hoje, para onde elas apontam? [Reflexão]



 

©2020 por Duílo Vídeo, Menderson Nzangeby. Orgulhosamente criado com Wix.com

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