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Favela e Empreendedorismo em tempos de Pandemia




Alerta roxa, mais um lockdown, toque de recolher. Nada disso é novo pra gente, mas desta vez vemos uma situação mais agravada. Auxílio emergencial de apenas R$150,00 R$350,00 que seja. Com 60% do salário mínimo a Cesta Básica fica cada dia mais cara, o dinheiro está circulando de forma tímida, para todos. A História mostra pra gente que as grandes mudanças na nossa sociedade passam depois de grandes guerras ou pandemias. E parece que estamos vendo uma transição da história, estamos na incerteza do dia de amanhã.


O mundo, como um barril de pólvora, pode estourar a qualquer momento.

Se para as parcelas mais ricas da nossa sociedade a coisa está difícil, imagina nas periferias e favelas, como está a situação. Segundo os dados da Cufa (Central Única de Favelas), no Rio de Janeiro, mais de 73% dos negócios de favela fecharam de vez suas portas, e alguns que continuam “abertos”, estão com as portas fechadas. Aliado a esta situação, aqueles que são trabalhadores formais, podem não estar trabalhando, não estão recebendo.


A cada dia as coisas tem se tornado mais tensas aqui pra gente.

Pros negócios de favela, nada de linha de créditos, mentorias, pessoas que pudessem orientar e fazer com que estes negócios pudessem pelo menos ter a chance de sobreviver em meio a esta crise devastadora, que parece nunca ter fim. O lockdown não pensa, ou tem preguiça de pensar, como poderíamos passar por esta tormenta de uma forma menos impactante, principalmente pelas favelas e periferias. Mas também, com um país sem nenhum senso de gerência e administração! Um péssimo presidente!


E por outro lado, alguns ainda andam lucrando com isso. Grandes redes de supermercados, farmácias, os "essenciais", e será que eles estão promovendo algum impacto social com este lucro, será que estamos sendo honestos nesta pandemia?

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Uma coisa é certa, pra gente sobreviver “da ponte pra cá”, vamos ter que reinventar, criar novas formas, redes. Se conectar. Precisamos reafirmar uma coisa que nós, favela, sabemos muito fazer, reafirmar nosso senso de confiança e nossa solidariedade. Saber utilizar a nossa “capacidade em lidar com situações de crise e imprevistas”, o nosso “bom jeitinho”, nossas gambiarras, nossa farinha no feijão.


O nosso “senso de comunidade” precisa ser fortalecido neste delicado momento! Precisamos aumentar nossas atuações em rede, nos intensificar nas redes sociais, conhecer as histórias locais da sua comunidade, conhecer outros empreendedores, propor formas coletivas de trabalho. Agente precisa pensar em produtos ou serviços que dialoguem com a qualidade de vida dos moradores e empreendedores de favela. Agente precisa pensar nas favelas, precisamos refletir quais são os impactos causados por essa crise, precisamos enfrentá-la de forma empreendedora, desafiadora. De forma criativa! E principalmente, o que é o recado das favelas para o mundo: de forma social e comunitária!


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